Argentina: «Crisi in Grecia come la nostra»

Argentina-Cristina-Kirchner_LPRIMA20150327_0141_24da Telesur

Il capo di gabinetto dell’Argentina commenta la situazione nel paese ellenico dopo il rifiuto opposto dal governo alle imposizioni della Troika

Il capo di gabinetto dei ministri argentino, Aníbal Fernández, ha criticato le imposizioni avanzate dalla Troika alla Grecia e definito la crisi dello stato ellenico molto simile a quella vissuta dal suo paese.

«La crisi in Grecia è molto simile a quella del nostro paese (anno 2001). Per prima cosa voglio esprimere piena solidarietà al popolo greco e al suo governo che sta agendo di conseguenza, evitando di complicare la situazione», ha dichiarato Fernández ai mezzi di comunicazione.

In riferimento alla decisione del primo ministro greco, Alexis Tsipras, che ha deciso di chiudere le banche per arginare la fuga di capitali, il funzionario governativo ha osservato che «la situazione si era complicata, lo hanno obbligato a una decisione quasi di non ritorno».

A tal proposito, ha criticato la posizione assunta dai creditori della Grecia, i quali hanno richiesto ulteriori tagli alle pensioni e riduzione della spesa pubblica. Misure che, secondo Fernández, complicherebbero la situazione economica della Grecia.

[Trad. dal castigliano per ALBAinformazione di Fabrizio Verde]

Gli spagnoli emigrano in America Latina per sfuggire alla crisi

resize.phpda lantidiplomatico.it

Nonostante il lieve calo della disoccupazione, la società spagnola è ancora gravata dall’alto tasso di disoccupazione, uno dei principali problemi del Paese. Molti spagnoli guardano oggi all’America Latina, che offre opportunità di lavoro.L’Ecuador è un chiaro esempio di progresso economico e sociale che attira manodopera straniera.

RT ha intervistato Alex, un ingegnere informatico ecuadoriano che, come molti latinoamericani, ha dovuto lasciare il suo paese in crisi 15 anni fa alla ricerca di nuovi orizzonti. Pochi mesi fa ha intrapreso il cammino opposto. Per sfuggire alla crisi in Spagna ha deciso di tornare in patria dove ha subito ottenuto un buon lavoro in una multinazionale.
«È un salto enorme in un tempo molto breve. E’ come se oggi in Spagna il salario minimo che è di circa 630 euro passasse a 1.400, 1.500 euro. Sarebbe un cambiamento radicale per la società spagnola, e che si è verificato qui in Ecuador», ha detto Alex.
 
Carlos è spagnolo e di recente si è traferito a Quito, dove possiede oggi un hotel di lusso con ristorante e parrucchiere. Si è dedicato anche alla fotografia, all’artigianato e alla produzione delle arti visive. Ha detto a RT che questo sarebbe impensabile in Europa ora.
Il modello di sviluppo dei paesi progressisti dell’America Latina potrebbe essere la via d’uscita per la crisi nei paesi dell’Europa meridionale.  

 

Europa: superprodução, saturação econômica, degrado social, ou seja a crise de um projeto político

https://albainformazione.files.wordpress.com/2013/12/c5fef-crisi2bdebito2beuropea.jpgEscrito por Achille Lollo para Correio da Cidadania – São Paulo/Brasil, aos 14-12-2013

Nos discursos de fim do ano que os secretário de imprensa dos presidentes dos países membros da União Européia redigem, haverá a fatídica frase de sempre: “…estamos no fim do túnel da crise e a saída desponta à nossa frente com um luminoso crescimento econômico…” Enfim, uma frase que em alguns países será recebida como um convite para um feliz chá paulista, enquanto em outros, será pior que uma xícara de amargo café requentado, onde o único sabor será o da recessão com o desemprego cada vez mais generalizado em uma sociedade em via de decomposição. De fato, esse é o contexto sócio-econômico da Europa que, na prática, renega tudo, ou quase tudo, que foi prometido e legislado em favor da União Européia. Tendo em conta que o antigo Tratado de Roma (25/03/1957) pretendia criar um estado federativo europeu que, por sua parte, nunca chegou a ser realizado, criando apenas controversos e contraditórios instrumentos institucionais. Primo entre eles o Euro e a dita União Econômica Monetária (UEM) que, hoje, após treze anos de atividade, existe em apenas 17 dos 28 países da União Européia.

Na prática, isso significa que em 2014, e talvez nos próximo dez ou vinte anos a União Européia nunca se transformará em uma federação de estados e que, somente com muitos compromissos e mudanças na sua atuação, a BCE conseguirá preservar o Euro como moeda única dos países da União Européia.

Em segundo lugar o próprio conceito de unidade européia ficou definitivamente desvalorizado em 1993 com o Tratado de Maastricht, que no lugar de unificar os 27 países, na realidade, aprofundou, ainda mais, as diferencias políticas e jurídicas, que por efeito das repetidas crises econômicas e financeiras multiplicou os elementos diferenciais entre os estados membros da União Européia.
Praticamente, as múltiplas características institucionais e o florescer de diferentes e contraditórias situações conjunturais nos 28 países da UE, retiraram à União Européia o potencial geoestratégico, em base ao qual devia negociar com os países do Terceiro Mundo a alternativa econômica, financeira, comercial, cultural e, sobretudo, monetária que os Estados Unidos e o dólar não ofereciam mais.

A silenciosa luta subterrânea que desde 1990 pôs frente-a-frente os EUA e a União Européia, sobretudo no que diz respeito às normas reguladoras do comércio internacional e da propriedade industrial, bem como os elementos capazes de determinar os fluxos dos investimentos e das atividades especulativas, abrandou somente quando os países da União Européia aceitaram os termos globais da dependência ao Impero, que cada país europeu torna mais nítida o até acentuada – como é o caso da Itália, de Portugal, da Espanha e da Grécia – em função do nível de crise que suas economias estão vivendo. Portanto, em 2014, mais a crise atacará os quatro países mediterrâneos e mais seus governos aumentarão a dependência política da Alemanha e, sobretudo, dos Estados Unidos. Pois, somente com esses dois poderosos intermediários, os primeiros-ministros portugueses, espanhóis, italianos e gregos poderão obter “compreensão” dos diretores da Tríade (FMI, Banco Mundial e BCE).

Trabalho X Subsistência?

À diferença dos Estados Unidos e do Japão, nos países da União Européia a crise é, antes de tudo uma crise de superprodução industrial, setorialmente diversificada que abrange as principais nações européias. Uma crise que nos próximos anos ao sancionar a saturação econômica, registrará o avanço do degrado social em quase todos os 27 países da União Européia, também, à causa das contínuas ondas migratórias que trazem dos países árabes, do continente africano, do oriente Médio e das antigas repúblicas socialistas mão-de-obra desempregada pela qual não há mais trabalho. Mesmo assim as centrais de recrutamento continuam a manter aceso o falso farol do “bem-estar europeu para todos”, com o único interesse de saturar o mercado de trabalho em toda Europa e assim criar uma situação onde será o trabalhador que oferecerá sua força de trabalho a preços cada vez mais aviltantes. Desta forma, graça a cumplicidade dos sindicatos e dos partidos “social-reformistas”, o capital europeu estará conseguindo impor a equação “Trabalho X Subsistência”, quando na década de setenta a mesma equação era “Trabalho X Bem-Estar”!

Uma operação que, no passado, teve muito êxito com os imigrantes da România, de Albânia, da Polônia, da Tunísia e do Egito. Agora é a vez da Ucrânia, onde os jovens estão sendo mobilizados para provocar a queda do governo, caso este não assine o protocolo de adesão à União Européia. Um acordo que vai permitir há mais de um milhão de jovens ucrainos de emigrar livremente para Alemanha, Republica Ceca, República Slovaca, Polônia e Áustria. Um numeroso fluxo emigratório que dará aos empresários o poder de flexibilizar ainda mais as normas para a ocupação e que deixará na rua cada vez mais desempregados. Muitos desses, infelizmente irão engrossar a economia ilegal das organizações criminosas (contrabando, venda de órgãos, prostituição, narcotráfico, falsificação de produtos industriais e medicinais, etc. etc.).

No próximo futuro, esse contexto deverá tornar mais solidas as diferencias sócio-econômicas na Europa, além de congelar para sempre o projeto comunitário europeu. Isso significa que países como Grã Bretanha, Suécia, Finlândia e Dinamarca (que não aceitaram entrar na “Euro-Zona” e que não usam o Euro como moeda oficial), deverão alcançar mais autonomia em definir os níveis de relacionamento financeiro e comercial com os EUA, o Japão e a China. É claro que para a Grã Bretanha essa autonomia é, na realidade, uma escamoteação política para permanecer na União Européia, apenas, nos termos que dão benefícios à sua economia. De fato, a idéia de Margareth Thatcher de integrar globalmente a Grã Bretanha ao sistema econômico, financeiro e geoestratégico dos Estados Unidos é, ainda, um elemento vigente no Parlamento britânico que acomuna conservadores e trabalhistas.

Uma Alemanha cada vez mais poderosa

Entretanto o cético auto-isolamento da Grã Bretanha e da Suécia, favoreceu a afirmação da Alemanha em todos os setores econômicos. Hoje, ao ser donos de mais de 50% das dividas soberanas de 15 estados da União Européia, os bancos teutônicos ocasionaram a “germanização” das políticas financeiras e econômicas da União Européia. De fato, em meados de 2014, a maior parte dos países europeus deverão refinanciar suas dividas. Por sua parte, os bancos alemães continuarão a especular com os títulos das dívidas soberanas dos estados devedores, revendendo-os aos bancos públicos e privados dos mesmos estados devedores. Desta forma a ciranda da dívida tornará mais duras e cruéis as medidas de austeridade.

Por isso, na Alemanha, o governo de “grande coalizão”, formado pelos conservadores e os social-democratas, em 2014, irá exercer, em todos os níveis, um eficaz controle social, para poder continuar a impor aos governos dos países da União Européia a austeridade como solução política para os problemas provocados pela crise e a conseqüente recessão. É claro que os principais beneficiários serão novamente os bancos e os conglomerados da Alemanha, os únicos com fantásticas reservas financeiras capazes de sustentar o desenvolvimento e a projetação de novas tecnologias.

Ao invés, França, Bélgica, Luxemburgo, Países Baixos, Áustria e Irlanda que, em 2007/2008 salvaram seus sistemas financeiros da bancarrota com os polpudos empréstimos da União Européia, continuarão a sustentar os diferentes planos de austeridade concebidos pela BCE, apesar de uma parte de suas indústrias ter voltado à normalidade e o restante estar saindo do vermelho.
É preciso sublinhar que se a perigosa luz do “DEFAULT continua apagada nestes países, seus governantes, em 2014, continuarão a “liberalizar” suas economias privatizando as principais empresas de serviços públicos e, no mesmo tempo vender nas Bolsas parte dos ativos acionários das empresas públicas de energia e de transporte. Operações que visam desmantelar o antigo “Welfar Stade”, cujo custo, evidentemente, vai recair no bolso dos consumidores e, sobretudo, dos contribuintes, penalizado-os com o aumento das alíquotas fiscais dos produtos de consumo e com a introdução de novos impostos (IVA, Irpep, ICI, etc. etc.).

Por exemplo, o primeiro-ministro irlandês, Edna Kenny, anunciou aos 14 de dezembro, que a Irlanda, havia finalmente concluído o “programa de salvação” imposto pela BCE, pelo qual o governo, em apenas dois anos foi obrigado: 1) a mutilar o orçamento das despesas e investimentos públicos com um corte de 30 bilhões de euro (93 bilhões de Reais) equivalente a 20% do PIB; 2) introduzir novos impostos; 3) Aplicar um “desconto” de 20% em todos os salários; 4) Decepar 85% dos benefícios assistenciais; 5) Congelar o valor das reformas.

Para o 2014 o arquejante primeiro-ministro irlandês prometeu cortar mais dois bilhões de Euro no orçamento dos serviços públicos e fixar novos impostos com a justificação de que “…assim estaremos financeiramente preparados para intervir e sanear eventuais sinais de crise…” Na verdade, os novos impostos servirão, apenas, a pagar as dividas contraídas com a BCE e seus bancos alemães e franceses associados no dito “programa de salvação da Irlanda”. Cabe dizer que as medidas recessivas que afetaram os salários e as reformas continuam efetivas, de forma que o povo irlandês, hoje, vive em condições mais ruins que aquelas registradas em 2007/2008 quando o país entrou no caminho da bancarrota.

Nacionalismo anti-europeu e fascistóides

As excessivas medidas de austeridade provocaram um contragolpe político que é mais grave que a própria crise financeira. De fato, na França, na Bélgica, na Grécia e na Áustria foi se afirmando, cada vez mais, um nacionalismo fascistóide para exigir a saída da “Euro-Zona”, o retorno da moeda nacional, a abolição do tratado de Lisboa e de Maastricht e, sobretudo, o fim dos programas de austeridade. Na França, por exemplo, a fascista Marie Le Pen, da Frente Nacional, conseguiu manipular esses conceitos anti-europeus, responsabilizando o governo de centro-esquerda liderado por François Hollande. Pois, todos sabem que para evitar que a França entrasse no perímetro vermelho do “Default”, o governo social-reformista de Hollande espremeu o bolso dos franceses impondo mais impostos e mais cortes nos serviços públicos. Medidas que foram tomadas por que o anterior governo de direita de Nicolas Sarkozy havia deixado as contas públicas num estado lastimável.

Um contexto que, na França e na Bélgica, poderá provocar desagradáveis surpresas nas eleições européias de maio de 2014, do momento em que uma grande percentagem de eleitores perdeu a confiança na política e nos partidos. Conseqüentemente não vai mais a votar, enquanto outro 30% está praticamente cansado e disposto em votar todos aqueles que prometem não só o fim da austeridade, mas, sobretudo, o fim do Euro.

Austeridade e mais austeridade

Em 2014, os países mediterrâneos da União Européia, nomeadamente: Portugal, Espanha, Itália, Croácia, Grécia e Cipro, devem registrar os mesmos índices negativos apontados em 2012 e 2013, com algumas melhorias para as indústrias exportadoras que, por sua parte, não modificam a situação de crise dos respectivos países. Motivo pelo qual a principal tendência será um endurecimento das medidas de austeridades.

Na Itália, por exemplo, apesar do país estar em plena recessão desde 2011, à cauda da irresponsável administração do governo direitista chefiado por Silvio Berlusconi e depois com as cruéis medidas de austeridades impostas pelo paladino da União Européia, Mario Monti, o governo de “amplos entendimentos” (centro-esquerda, centro-direita e direita), liderado por Enrico Letta do PD, nada está fazendo para aliviar os italianos do peso dos impostos – que encararam os produtos de um mínimo de 45% até 62%.

Neste contexto, a direita e os grupos fascistóides começaram a manipular o nacionalismo, o drama dos desempregados, a revolta dos comerciantes à beira da falência e o protesto anti-europeu, com o objetivo de ocupar um importante espaço político e propor soluções autoritárias diante da evidente falência da classe política que hoje administra o estado.

De fato, o que está acontecendo na Itália é um complexo processo de agregações políticas extremamente perigosas, por que o genérico e emotivo protesto anti-europeu vai culpabilizar somente o governo liderado por Enrico Letta que é o último ator de uma comédia política que o capitalismo levou à cena durante vinte e três anos com seus programas neoliberais.

Achille Lollo é jornalista italiano, correspondente do Brasil de Fato na Itália e editor do programa TV “Quadrante Informativo” e colunista do “Correio da Cidadania”

Desindustrialização, desemprego e pobreza assombram a Itália

https://i0.wp.com/italiadallestero.info/wp-content/uploads/2011/10/Screen-shot-2011-10-30-at-12.23.47-608x250.pngEscrito por Achille Lollo, de Roma, para Correio da Cidadania – São Paulo/Brasil aos 10/09/2013

Para os operários da Firem de Modena, da Dometic de Forli, da Hydronic-Lift de Milão, e de outras vinte e duas pequenas fábricas metalúrgicas espalhadas no norte da Itália, o fim das férias do verão revelou uma trágica realidade: os patrões, na calada da noite, mandaram desmontar os equipamentos para encaixotá-los com destino à China, Polônia, Sérvia, Eslovênia, Marrocos e Vietnã. Países onde o custo da mão-de-obra é quatro vezes menor que a italiana.

A maior parte das fábricas italianas que optaram por volatilizar seus equipamentos é filial de multinacionais européias que estão à beira da falência, por causa da retração de seus produtos no mercado italiano, ou são pequenas indústrias que, desde 2010, nunca foram pagas pelas prefeituras, os governos regionais e as entidades governamentais com quem assinaram contratos. Além disso, são ameaçadas de “apreensão judicial” pela Agência das Entradas (receita italiana) por não terem pagado os impostos.

Na Itália, o afugentamento das indústrias é uma consequência negativa do modelo industrial que foi imposto, primeiro, pelos governos da Democracia Cristã e, depois, legitimado, durante uma década, pela direita chefiada por Silvio Berlusconi. De fato, a primeira onda de desindustrialização aconteceu no Sul e no Centro-Sul da Itália, entre 1992 e 2003, quando as máfias (Cosa Nostra na Sicília, N’Drangueta na Calábria e Camorra na Campânia) multiplicaram seus tentáculos no sistema bancário e na administração pública.

A segunda, realizada a partir de 2008, foi precedida pela fuga dos capitais, que, segundo as estimativas da polícia financeira, chegou a 610 milhões de euros (2,5 bilhões de reais). Capitais que na sua maioria foram depositados nos paraísos fiscais das ilhas Cayman, ilhas Virgens, Jersey, Liechtenstein, Monte Carlo, Bahamas e Qatar, para financiar operações financeiras especulativas.

Um contexto que se tornou mais degenerativo quando a oposição questionou o governo Berlusconi por tentar encobrir as escandalosas falências do grupo Parmalat e do Banco de Roma, entre outras, e quando a revista Espresso veiculou uma reportagem sobre os negócios obscuros e as propriedades adquiridas pelo primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, e o presidente do Parlamento, Giorgio Fini, nas Ilhas Virgens e em Monte Carlo. Exemplos que incentivaram ainda mais a exportação clandestina de capitais e, sobretudo, a corrupção e a fraudação da receita.

Pobreza absoluta e relativa

Damiano Zecchinato, prefeito de Vigonovo – pequena cidade da região Veneto, com apenas 10.078 moradores (3.875 famílias) –, decidiu aliviar a pobreza absoluta na sua cidade, informando os gerentes de supermercados e de lojas de alimentação que a prefeitura de Vigonovo pagaria os alimentos roubados pelos velhos, os jovens e os estrangeiros que os furtavam por não terem nada a comer. A iniciativa do prefeito Zecchinato escandalizou grande parte da mídia, que o chamou de “oportunista alpinista midiático”, mas conseguiu, finalmente, visualizar uma faceta da crise socioeconômica que hoje – mesmo se o governo tenta dissimular – apresenta sinais evidentes do prisma da fome na Itália.

Segundo as estatísticas do ISTAT (Sistema Estatístico Nacional), em janeiro de 2013, a Itália tinha uma população de 59.685.227 pessoas, das quais 4.300.760 (7,4%) de nacionalidade estrangeira. Dessas, hoje, 1.725.766 (6,8% das famílias) vivem em “pobreza absoluta”, tendo uma renda mensal que não excede os 400,00 euros (1.150 reais), enquanto 3.232.564 pessoas (12,7% das famílias) vivem em “pobreza relativa”, desfrutando de uma renda mensal de no máximo 950 euros (2.650 reais). Se considerarmos que um aluguel de “casa popular” (cozinha, um quarto e uma sala) no subúrbio periférico de Roma ou de Milão não se encontra por menos de 400 euros (1.150 reais); que uma passagem metro/ônibus custa 1,50 euro (4,5 reais); que um quilo de carne bovina de segunda qualidade custa 10 euros (35 reais); e que a gasolina subiu até 1,95 euro o litro (5,60 reais), é evidente que as famílias de operários ou de funcionários públicos com dois ou três filhos, mesmo com um salário de 1200 euros, vivem na “pobreza relativa”, à causa do alto custo de vida que penaliza, sobretudo, os trabalhadores.

É necessário dizer que em 2003 havia poucos milhares de indivíduos considerados “indigentes”. Porém, o crescimento da pobreza absoluta se deu com a subida do desemprego, que no setor privado foi violenta, sobretudo a partir de 2009. De fato, em julho de 2013 havia 22.509.000 trabalhadores com carteira assinada. Nesse período, 433.000 trabalhadores (1,9%) foram desempregados e nenhum deles foi reintegrado no trabalho fabril. Por isso, o exército dos desempregados chegou a 3.076.430 e 39,5% desse contingente é formado por jovens (homens e mulheres) entre 18 e 30 anos. Além disso, as estatísticas oficiais não avaliam mais a categoria dos chamados “desempregados crônicos”, formada pelos trabalhadores ou funcionários considerados “velhos”, por estarem entre os 50 e 62 anos, e aqueles que, apesar de estarem na faixa etária dos 40, não procuram mais trabalho.

Desempregados que com mais frequência buscam uma ocupação na economia ‘submersa’, para trabalharem ao lado dos imigrados estrangeiros (inclusive os clandestinos), sem nenhuma garantia contratual e com salários de no máximo 500 euros. Uma situação que testemunha de forma dramática como as leis dos mercados e a lógica política dos governos neoliberais barbarizaram o mundo do trabalho, empurrando grande parte da sociedade italiana para os limites da indigência e da miséria. De fato, o que mais cresceu nos últimos três anos foi a economia submersa e a economia ilegal, ambas monitoradas pelos círculos mafiosos que, hoje, controlam a maior parte dos subúrbios e das periferias das grandes cidades italianas.

Um cenário inquietante que obriga a classe política italiana a se tornar cada vez mais “europeísta”, isto é, mais dependente da política econômica ditada pela União Europeia e mais atrelada aos programas financeiros da Troika (Banco Central Europeu, FMI, Banco Mundial). Por isso, o governo do reformista Enrico Letta (PD), depois de ter anulado a taxa IMU sobre todo tipo de residências (inclusive as mansões e os palacetes dos ricos), para garantir o apoio do PDL de Berlusconi e dos centristas de Mario Monti, deve, urgentemente, encontrar 9,2 bilhões de euros e, assim, evitar o default.

Diante desse problema, o “democrata” Giampiero D’Alia, ministro da Administração Pública, teve a brilhante idéia de “desempregar” 108.000 funcionários públicos e, consequentemente, não renovar os contratos temporários de 150.000 profissionais, que na sua maioria trabalham na saúde e na educação. Uma solução que, em Bruxelas, será ovacionada por Angela Merkel e David Cameron, mas que ampliará ainda mais o cenário da pobreza e das diferenças sociais na Itália.

Achille Lollo é jornalista italiano, correspondente do Brasil de Fato na Itália, editor do programa de TV “Quadrante Informativo” e colunista do Correio da Cidadania.

Dieci domande sulla crisi

di Michel Collon

1.Subprimes?
Il punto di partenza è una vera truffa visto che la banche occidentali hanno guadagnato una enorme quantità di denaro a discapito delle case statunitensi, dicendo a coloro che avevano contratto un mutuo che se non erano in grado di pagare, gli avrebbero tolto le proprie case per quattro soldi.

2. E’ solo una crisi bancaria?
Assolutamente no. Si tratta di una vera crisi economica che è cominciata nel settore bancario, ma le cause di essa sono molto più profonde. In realtà, tutta l’economia degli Usa vive a credito da trent’anni. Le imprese si indebitano oltre le proprie possibilità, anche lo stato si indebita oltre le proprie possibilità (per fare la guerra) e hanno spinto sistematicamente i cittadini ad indebitarsi, l’unica maniera per mantenere, artificialmente, una crescita economica.

3. La vera causa?
Sicuramente i media di comunicazione tradizionali non ci dicono nulla. E senza dubbio i subprimes non sono più che la punta di un iceberg, la manifestazione più spettacolare di una crisi di sovrapproduzione che colpisce gli USA ma anche i paesi occidentali. Se l’obiettivo finale di una multinazionale consiste nel licenziare i lavoratori in massa per fare lo stesso lavoro con meno persone, se inoltre si comprimono i salari con ogni mezzo e con l’aiuto di governi complici, a chi vanno a vendere i capitalisti le loro merci? Non hanno smesso di depauperare i loro clienti!

4. E’ solo un altra crisi che si aggiunge?
La storia dimostra che il capitalismo è passato sempre da una crisi ad un’altra, con, di quando in quando, una buona guerra per uscire da essa (eliminando i suoi rivali, imprese, infrastrutture, ciò che permette un buon rilancio economico). In realtà le crisi sono anche un periodo del quale i grandi ne approfittano per eliminare o assorbire i più deboli. Quello che accade ora nel settore bancario statunitense, o nel caso di BNP che assorbe Fortis (e tutto ciò non è che l’inizio). Ma, se la crisi rafforza la concentrazione di capitali in mano ad un numero ancora più piccolo di multinazionali, quale sarà la conseguenza? Questi supergruppi avranno ancora più mezzi per eliminare ed impoverire la mano d’opera e trasformarsi in una competizione ancora più forte. Siamo di nuovo al punto di partenza.

5. Un capitalismo su basi etiche?
Sono centocinquant’anni che ce lo promettono. Persino Bush e Sarkozy lo hanno fatto. Ma è, in realtà, una cosa talmente impossibile come è impossibile che una tigre diventi vegetariana. Il fatto è che il capitalismo si appoggia su tre principi: 1. la proprietà privata dei grandi mezzi di produzione e di finanziamento. Non è la popolazione che decide sono le multinazionali; 2. La competitività: vincere la guerra economica, vale a dire, eliminare la concorrenza; 3. Il massimo profitto: per vincere questa battaglia non basta ottenere benefici normali o ragionevoli, bensì un saggio di profitto che permetta di distanziare la concorrenza. Il capitalismo è la legge della giungla, come già scrisse Carlo Marx: “il capitale è terrorizzato dall’assenza del profitto. Quando sente un profitto ragionevole, si inorgoglisce. Al 20% si entusiasma. Al 50% è temerario. Al 100% abbatte tutte le leggi umane ed al 300% non si ferma davanti a nessun crimine.”

6. Salvare le banche?
Ovviamente, è necessario proteggere i clienti delle banche. Ma, in realtà, ciò che lo stato sta facendo è proteggere i ricchi e nazionalizzare le perdite. Per esempio, lo stato belga non aveva 100 milioni di euro per aiutare la popolazione per mantenere il suo potere d’acquisto ma per salvare le banche è riuscito a trovare 5.000 milioni in due ore. Migliaia di milioni che noi dobbiamo rimborsare. Il fatto ironico è che Dexia era una Banca Pubblica e che Fortis ha acquisito una banca pubblica che funzionava molto bene. Grazie a questa banca i suoi dirigenti hanno fatto affari per vent’anni. E adesso che la cosa non funziona, si chiede a questi dirigenti che paghino i piatti rotti con i soldi che hanno guadagnato e che hanno accumulato?
No, si chiede a noi di pagare per loro.

7. I mezzi di comunicazione?
Lungi dallo spiegarci tutto ciò, focalizzano la loro attenzione su fatti secondari. Ci dicono che si deve cercare dove sono gli errori, i responsabili, combattere gli eccessi e bla bla bla. Di sicuro non si tratta di questo o di quell’altro errore, ma proprio del sistema. Questa crisi era inevitabile. Le imprese che stanno fallendo sono le più deboli o quelle che hanno avuto la sorte peggiore. Quelle che sopravvivranno avranno più potere sull’economia e sopra le nostre vite.

8. Il neoliberalismo?
La crisi non è stata provocata ma accelerata dalle modalità neoliberali degli ultimi venti anni. I paesi ricchi hanno provato ad imporre questo neoliberalismo in tutto il terzo mondo. In America Latina, cosa che finisco ora di studiare durante la preparazione del mio libro “I sette peccati capitali di Hugo Chávez”, il neoliberalismo ha portato milioni di persone alla miseria. Ma all’uomo che ha lanciato il segnale della resistenza, l’uomo che ha dimostrato che si può resistere alla Banca Mondiale, al FMI e alle multinazionali, l’uomo che ha insegnato che si devono voltare le spalle al neoliberalismo per ridurre la povertà, quest’uomo, Hugo Chávez, non smette di essere demonizzato a colpi di menzogne mediatiche e di diffamazioni infondate. Perché?

9. Il terzo mondo?
Si parla solo delle conseguenze della crisi nel Nord. In realtà, tutto il terzo mondo soffrirà gravemente a causa della recessione economica e della caduta dei prezzi delle materie prime che provocherà la crisi.

10. L’alternativa?
Nel 1989, un famoso autore statunitense, Francis Fukuyama, ci annunciava la Fine della Storia: il capitalismo aveva trionfato per sempre, ci disse.
Non è stato necessario molto tempo perché i vincitori fossero smentiti. L’umanità ha bisogno davvero di un altro tipo di società. Il sistema attuale fabbrica migliaia di milioni di poveri, affonda nell’angoscia quelli che hanno (provvisoriamente) la fortuna di lavorare, moltiplica le guerre e rovina le risorse del pianeta. Pretendono che l’umanità sia condannata a vivere sotto la legge delle giungla, tutto questo significa prendere la gente per imbecilli. Come dovrebbe essere una società più umana, che offra un avvenire degno per tutti? Questo è il dibattito che tutti abbiamo l’obbligo di lanciare. Senza tabù.

6 ottobre 2008

[10 ottobre 2008, trad. dal castigliano di Ciro Brescia]

Il presidente dell’ Ecuador, Rafael Correa, intervistato da ‘Hoy por Hoy’ in Spagna

18 NOV. Il presidente dell’ Ecuador, Rafael Correa, intervistato da Gemma Nierga e Pepa Bueno en ‘Hoy por Hoy’ in Spagna dopo l’incontro a Milano.

Nello special di ‘Hoy por Hoy’ dal vivo l’incontro Iberoamericana a Cádiz, intervistiamo il presidente dell’Ecuador, Rafael Correa.

I PARTE….

El presidente de Ecuador, Rafael Correa, entrevistado por Gemma Nierga y Pepa Bueno en 'Hoy por Hoy'

El presidente de Ecuador, Rafael Correa, entrevistado por Gemma Nierga y Pepa Bueno en ‘Hoy por Hoy’

Testo in italiano a cura di Davide Matrone (Quitolatino)

Buongiorno Presidente.

Buongiorno Gemma e Pepa.

Oggi c’è un pubblico molto giovane che sta riempiendo questa sala e si è reso conto che c’è un gruppo di studenti lì nel fondo e questo mi ha chiamato molto l’attenzione in quanto sono ragazzi di 15 – 16 anni.

Questa è allegria. Che bello vedere i giovani che si preoccupano di quello che accade nella loro società, che s’interessano e si informano. Ai giovani bisogna dire che non bisogna scappare dalla politica, la politica non è tutta negativa, alcuni politicanti sono negativi. La politica è uno strumento attraverso il quale la società razionalmente opta, sceglie, decide e voi dovete coinvolgervi politicamente affinché le nostre società, e in questo caso quella spagnola, scelga.

La prima soddisfazione e sorpresa per il Presidente è appunto la presenza dei giovani qui in sala. Si è portato qualche altra sorpresa da quando è qui?

Beh prima di tutto devo chiede scusa per la mia voce rauca. Questo è causa del freddo durante i 3 giorni a Milano. Dunque non conoscevo l’Andalusia e sappiamo quanto è bella la Spagna, però quanto è meravigliosa Siviglia. Abbiamo visitato alcuni monumenti di questa città e siamo arrivati oggi qui a Cadice alle 4 di mattina e non abbiamo avuto ancora il piacere di visitarla.

Meglio non dire a quale velocità son giunti qui perché altrimenti le fanno una multa.

No! (ridendo) però quel poco che abbiamo potuto vedere le posso dire che è molto bello.

Ci piacerebbe iniziare questa conversazione con un argomento che preoccupa noi tutti spagnoli e anche le migliaia di ecuadoriani presenti qui nel nostro paese e cioè degli sfratti (desahucios). Si contano secondo le stime che ho qui a mia disposizione, 40.000 sfratti di casa all’interno della comunità ecuadoriana e ci sono 80.000 ecuadoriani che hanno seri problemi nel continuare a pagare la casa. Lei se la sentirebbe di denunciare le banche? Cosa si può fare o cosa si è fatto negativamente?

crisi spagnola

Veda la cosa interessante è che ci sono molti giovani presenti qui.

Dunque in base al fatto che si è sempre fatto cosi si è giunti alla conclusione che sia normale o che sia comune, però non è affatto normale. Noi siamo rispettosi della sovranità di ogni paese, cosi con il Governo del Presidente Rajoy però qui c’è qualcosa di fondo e questo non ha ragion di essere. Qui ci troviamo davanti alla supremazia del capitale sull’essere umano.

Dunque vediamo cosa è successo: c’è stato un eccesso di liquidità, le banche stesse chiamavano i clienti e gli prestavano dei soldi, valorizzavano la casa per 200 mila euro e ne davano 250 mila, sempre in funzione del capitale o del capitale finanziario cosa è successo poi, che quando è venuta la crisi la stessa casa, che era stata valorizzata 250 mila euro, ora ne vale 50 mila. In buona fede non si è potuta pagare e allora la banca cosa ha fatto? Si è presa la casa e la famiglia ora deve restituire alla stessa banca 150 mila euro, cioè la differenza sul valore della casa attuale.

Quindi le persone, le famiglie sono rimaste senza casa e con i debiti. E qual è stato il rischio che ha corso il capitale? Nessuno! Eticamente il rischio deve cadere sul capitale e non solo sull’essere umano. E questo in base all’abitudine ci fanno credere che sia normale, che sia una cosa tecnica, quasi una legge naturale. Tutto questo è falso!

Inoltre questo dimostra la relazione di potere in una società, tra coloro che comanda e chi no e cioè tra i cittadini o il capitale finanziario. E’ questa la grande sfida dell’umanità del XXI secolo. Ed ora a livello globale ci domina il capitale finanziario e non dev’essere così.

Secondo lei cosa si deve fare con questi contratti?

Bene in marzo quando son venuto qui in Spagna, dopo un giro in Turchia, ho denunciato fortemente tutto questo e quando son ritornato in Ecuador alcuni miei assessori mi hanno bacchettato dicendomi :”Presidente lei ha rimproverato Rajoy ma qui in Ecuador abbiamo la stessa legge al riguardo” e dunque abbiamo cambiato la legge. Le leggi si possono cambiare.

Dunque lei sta dicendo al Governo spagnolo di cambiare la legge?

Io non sto dicendo assolutamente nulla al governo spagnolo.

Però lei sta dicendo che quando ritornò in Ecuador si rese conto che aveva la nostra stessa legge e l’ha cambiata.

La garanzia per lo meno di estinguere il debito, se non che garanzia è. Questo economicamente si chiama l’azione di pagamento. Dunque io mi indebito con la casa, in buona fede non posso pagare e allora do la casa alla banca e si estingue il debito però. Io ho perso la casa, la banca perde il suo credito e per lo meno si è ripartita la perdita. Qui invece non è cosi o non è stato cosi. Qui la famiglia perde la casa e resta con i debiti. Questo è un atto criminale è totalmente ingiusto, non dev’essere assolutamente così, questo è un abuso del capitale.

Ed inoltre lei ha proposto una riforma legislativa nella quale si dichiara che le banche spagnole non possano perseguire le proprietà dei cittadini ecuadoriani.

Dunque lei mi chiede che alternativa c’è?

Bisogna modificare le leggi e verificare inoltre la validità di questi contratti che contraddicono la normativa europea al riguardo. Sono stati contratti di adesione, non spiegati alla gente, fatti in serie e fatti firmare a persone non avvertite del pericolo. Questo è un atto illecito e la cosa peggiore che è tutto fatto per l’ammissione del capitale finanziario per voler poi far ricadere tutto il peso della crisi sull’essere umano. E si verifica una situazione assurda cioè, che restano famiglie che hanno bisogno di case e banchieri che non hanno bisogno di case ma ne sono pieni.

Uno degli argomenti che si stanno utilizzando qui è quello di non preoccupare le banche e di non creare un’assenza di garanzia, di non rendere nervoso il mercato e di non spaventare gli investitori stranieri.

Bene mi lasci lavorare un po’ più sull’argomento e conversare con i ragazzi. Dunque io sono un’economista malgrado sia una buona persona. (risate dal pubblico). Tutti dobbiamo sapere un po’ di economia. In economia quello che si cerca è il benessere dell’essere umano e della società. Insisto, se seguiamo cosi andiamo al peggior dei mondi, famiglie che hanno bisogno di case e che non hanno casa e non perché l’economia o la società non sia capace di realizzarle ma per mancanza di coordinazione o per l’ambizione del capitale finanziario.

E allora quali sono i margini della risoluzione del problema da parte dei politici? Lei sta dicendo ai giovani, io sono un economista però è anche politico, anche se non le piace.

Dunque l’economia è nata come scienza politica e questo è un altro grande errore. L’economia è tecnica e un tecnico deve saper guidare l’economia e applicare le direttive politiche in un modo integrale.

E dalla politica si può fare qualcosa o manca di sensibilità?

Io invece penso che dall’economia si possa risolvere il problema. Se si prende in considerazione la relazione del potere in una società allora questo è di carattere politico. Un grande economista, uno dei miei preferiti, Albright, diceva che un economista che si estranea dalla relazione con il potere è un perfetto inutile. Le ripeto, la gente che resta senza casa non ha nulla a che vedere con l’economia, è un aspetto di carattere economico e ciò è l’esercizio dell’abuso del capitale sull’essere umano.

Le voglio rispondere alla seconda domanda, quando lei mi dice che il mercato si spaventa. Ma che ricatto che ci fa il capitale! Se c’è nervosismo dei mercati e allora che si prendano un valium (risate dal pubblico).

Come sta facendo l’Ecuador o per meglio dire come sta soffrendo la situazione economica il suo paese?

Guardi stiamo soffrendo cosi tanto che l’anno scorso siamo stati la terza economia che è cresciuta in sud america quasi dell’8%, siamo il paese latinoamericano con la percentuale di disoccupazione più bassa cioè sotto il 5%, si è ridotto squilibrio della povertà e per la prima volta la povertà estrema per ingressi è del 9%.

Come ci vede allora a noi? Come vede la Spagna?

Con molta preoccupazione. Noi in America Latina siamo abituati a questa situazione di crisi, abbiamo non so quanti dottorati per affrontare le crisi cicliche, di come affrontare i debiti esteri, come pagare i debiti al FMI  o alla BMI. Vede questi due organismi tra l’altro non si preoccupano assolutamente di risolvere la crisi, l’ unica cosa che li preoccupa è come recuperare i debiti dei vari paesi, di come recuperare gli interessi del capitale finanziario.

Ora la Spagna sta accettando un ricettario del FMI, lo stesso ricettario che ha distrutto le economie di interi paesi dell’America Latina. Inoltre noi con il debito estero abbiamo avuto problemi negli anni ’80, anni ’90, abbiamo vissuto la crisi del ’99 ed è per questo che ci sono emigranti ecuadoriani. Tutto fu il frutto di una crisi finanziaria e del fallimento di 16 banche per l’irresponsabilità dei banchieri.

Secondo il fondamentalismo del neoliberismo che proclamava l’autoregolamentazione, furono eliminati i controlli attraverso la riforma nel 1994. Si regolarono cosi bene che fallirono 16 banche nel 1999 e questo produsse 2 milioni di emigranti. Ed è per questo che vi sarete resi conto che negli ultimi 10 – 12 anni qui in Spagna sono arrivati migliaia di ecuadoriani. L’Ecuador non era un paese di emigranti.

Quindi rispondendo alla sua domanda le dico che siamo dottori in questa classe di crisi ed è per questo motivo che facciamo poco caso a quello che ci dice questa burocrazia internazionale (Il FMI). In cambio noi vediamo con preoccupazione che la Spagna e tutta l’Europa stanno soffrendo o si stanno incanalando in questi processi che hanno fatto soffrire l’America latina.

Che raccomandazione darebbe all’Unione Europea e alla Spagna?

Guardi non vogliamo dare nessun suggerimento perché nessuno ce l’ha chiesto e non vogliamo immischiarci nelle cose interne dell’Unione Europea malgrado la presenza e la sofferenza di molti emigranti ecuadoriani. Io dico solo questo e la metto su una questione di carattere politico. Chi comanda in una società? Gli essere umani o il capitale finanziario?

Presidente in questo incontro lei è stato molto critico e non è la prima volta. Lei ha affermato che  questi sono incontri inutili perché si parla di luoghi comuni e non si affrontano i veri problemi dell’umanità.

Si ho detto che sono veramente inutili. Beh, la cosa piacevole di questo incontro è di aver visitato Cadice che è una bella città. I nostri popoli si stancano di vedere i loro governanti negli incontri e loro restano con i soliti problemi.

Molti spagnoli ora stanno andando in Sud America per lavorare. Cosa gli direbbe?

Benvenuti! Guardi, l’America Latina è stata una terra che ha ricevuto milioni di emigranti tra i quali molti spagnoli e soprattutto dopo la II guerra mondiale. Al contrario l’Europa è sempre stato una terra di emigranti e solo recentemente si è convertito in un luogo di immigrazione, per questo vediamo con preoccupazione la risposta dell’Europa alla criminalizzazione del fenomeno migratorio. Quando costruiscono le carceri per esempio.

La storia è stata al contrario. Gli europei che sono emigrati in America Latina sono stati ricevuti a braccia aperte, mentre negli ultimi anni l’Europa è terra d’immigrazione e si comincia a criminalizzare questo fenomeno. Ecco questo deve portarci ad una riflessione e questo si che sarà un tema di discussione in questo incontro.

continua…..

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