Os terroristas

por João Carlos

Há dias, na SIC, um advogado que ali costuma fazer o enquadramento jurídico-legal de crimes que, quase todos os dias, são notícia, questionado pela Júlia Pinheiro sobre os atentados de Paris e os perigos que o Estado Islâmico representaria para os portugueses, disse, depois de manifestar o seu pesar pelas vítimas e a sua solidariedade para com as respectivas famílias, que aquilo que ele teme, realmente, são os banqueiros e os políticos. Esses é que o aterrorizam e representam um perigo gravíssimo para os portugueses, declarou ele com vigorosa firmeza e incontestável coragem. Como isto aconteceu à hora de almoço – e precisamente, na altura em que eu almoçava – dei um salto, engasguei-me e, mal me recompus, aplaudi o senhor, ainda um pouco incrédulo com tão afoitas e lúcidas afirmações. Voltei-me para quem me acompanhava e disse:

– Ou me engano muito, ou o Balsemão vai prescindir dos serviços deste homem. Daqui a uns tempos, já não o vamos ver nem ouvir.

O futuro o dirá. Vamos, como já perceberam, falar dos atentados de Paris, embora fosse do novo governo que eu gostaria de hoje vos falar. Um governo que nos desse esperança de sairmos do pesadelo que foi termos sido vítimas, durante quatro anos, dos mais desenfreados e cruéis atentados terroristas que, por via administrativa, destruíram a vida a milhões de portugueses.

O Estado Laranjânico, onde pontificam sinistras assombrações como Cavaco, Passos e Portas, contudo, ainda resiste num estertor prolongado e fétido, pois o seu venerável chefe, talvez à espera de um milagre que o inspire para uma solução que lhe permita reanimar o monstro sem que lhe chamem Frankenstein, viajou para a Madeira. Portugal pode esperar. Há quem diga, no entanto, que, desesperado, Cavaco Silva apenas quer dar tempo a Passos e Portas para destruírem as câmaras de gás e os fornos crematórios (metafóricos, já se vê), onde esturricaram o presente e o futuro dos portugueses. Deixemos, por agora, o terrorismo interno, e vamos ao terrorismo internacional. Imperial, se quiserem.

A primeira questão que se coloca quando sucede o que sucedeu em Paris, é esta: A QUEM APROVEITA O CRIME? Pensando bem, a questão que se deve colocar, nesta caso concreto, é a seguinte: A QUEM INTERESSA – OU APROVEITA – O ESTADO ISLÂMICO?

O Estado Islâmico interessa a Israel e interessa aos Estados Unidos. Interessa, consequentemente, à União Europeia, cada vez mais entregue às garras dos Investidores e consagrada à voracidade dos Mercados (para além de estar refém de umas fotocópias chamadas dólares). Interessa, ainda, às chamadas petro-monarquicas integristas, como a Arábia Saudita, a quem compete a função essencial de financiar todo o tipo de terrorismo, seja ele o mais fanático, seja ele o de feição mais moderada, como o que pretende destruir o estado sírio, cuja laicidade e pendor tolerante representam uma blasfémia para os fundamentalistas islâmicos. E, pelos vistos, para os governos ocidentais, que se abraçam aos déspotas sauditas, mas acham, como acha Holland, que o ditador retrógado é Assad.

É, pois, perfeitamente claro que o EI não aproveita à generalidade dos países árabes – ou do mundo árabe – antes abre caminho para a ingerência estrangeira (veja-se por, exemplo, a Líbia) e a sua destruição. O EI não aproveita ao Islão, antes contribui para o seu descrédito, já que a propagando ocidental, de forma que tem tanto de infame como de irresponsável, difunde a ideia de que Islão é uma religião de cariz opressor, violento e expansionista, visando a dominação do mundo.  

Quem lucra, pois, com o EI? Israel e o Ocidente. E quando digo Ocidente, não me refiro aos milhões de europeus nem norte-americanos, mas aos grandes interesses económicos que dominam a UE e os EUA, e de onde querem submeter aos seus interesses todos os países e os respectivos povos. Figurões que nunca caem às balas e às bombas que alguém lança por eles. Figurões que não frequentam o Bataclan.  

E no topo disto tudo, Israel e o sionismo judaico, com a sua ambição hegemónica e que já domina quase por absoluto o mundo da alta finança. Para estes novos déspotas da humanidade, o terrorismo é a última coisa que eles querem que acabe, pois com o medo que provoca dá-lhes argumentos para aplicarem as medidas políticas, económicas, sociais, militares e financeiras que melhor lhes convierem. Dá-lhes os pretextos necessários para imporem a sua vontade e terem o mundo – a humanidade – nas mãos. 

E daqui se conclui que o EI resulta do esforço que os EUA/Israel/UE/Investidores têm vindo a desenvolver para controlarem toda a região mediterrânea, como parte de uma caminhada que olha ainda mais para Leste. Aliás, sabe-se que os hospitais de Israel estão a tratar os feridos do EI, e que é Israel o principal comprador do petróleo que o EI vende.
Curiosamente, depois disto ter sido divulgado (por cá, o assunto é tabu para os midia) o senhor Jonh Kerry, secretário de Estado dos EUA – o mesmo que se atreveu a dar palpites sobre a questão catalã, provando que os EUA se julgam no direito de decidir o que cada povo, em qualquer parte do mundo, pode, ou não, fazer – descobriu que Assad compra petróleo ao EI! Só se for para o EI dar mais depressa cabo dele, Assad, e da Síria. Manobra tosca, é claro, mas os EUA sabem bem como a intoxicação informativa destrói toda e qualquer capacidade crítica de milhões de seres humanos. 


Paralelamente a isto, é colocada a questão religiosa. O outro papão. O Islão, dizem-nos, quer dominar a Europa e converter-nos a todos ao islamismo. As nossas mulheres andarão de burka e nós, naturalmente, se resistirmos aos novos senhores, espera-nos a degola. Espantosamente – ou talvez não, dado o estado de profunda catatonia cerebral em que milhões de pessoas se deixaram cair a ver telenovelas, casas dos segredos e discursos do Cavaco ou de dirigentes desportivos – há quem acredite tanto nisto como houve quem acreditasse que os comunistas comiam criancinhas ao pequeno almoço. 

Pelo que estamos a ver, o EI está a dar a Síria a quem a queria. Foi preciso imolar mais de uma centena de franceses, mas Obama, Holland, Merkel e outros ordenanças menores lidam bem com isso. Como Bush lidou com o seu providencial 11 de Setembro. 

Israel agradece. Os Investidores também. 

O terrorismo, por isso, está para lavar e durar!

(VIDEO) LiberaTV intervista Geraldina Colotti

Movilización en Italia: 25 años del inicio de la Guerra del Golfo

por Davide Angelilli – telesurtv.net

Los movimientos han organizado manifestaciones y acciones políticas en diferentes ciudades y lugares del país, denunciando la política exterior del Estado italiano, por su naturaleza opresora e imperialista a detrimento de la autodeterminación y de la paz en el Sur del mundo.

Un grito por la paz internacional desde el sur de Europa. Tras 25 años exactos de la explosión de la denominada guerra del Golfo, este sábado, 16 de enero, movimientos y organizaciones sociales de la izquierda italiana han llevado a cabo una movilización nacional contra la guerra. Los movimientos han organizado manifestaciones y acciones políticas en diferentes ciudades y lugares del país, denunciando la política exterior del Estado italiano, por su naturaleza opresora e imperialista a detrimento de la autodeterminación y de la paz en el Sur del mundo. Las marchas más multitudinarias, con algunas miles de personas, se han realizado en Roma y en Milán.

Contemporáneamente, activistas sociales, sindicales y antimilitaristas, han organizado concentraciones de protesta frente a bases militares estadounidenses en Sicilia, Trieste, Vicenza y en otras ciudades. El inicio de un cuarto de siglo de guerra y militarización sin tregua: el 16 de enero de 1991 se ha convertido en una fecha particularmente significativa para Italia. En un artículo recientemente publicado por el periódico Il Manifesto, el estudioso y experto en cuestiones bélicas, Manlio Dinucci, ha ilustrado cómo la invasión de Iraq fue determinante porqué abrió la actual fase de guerra permanente que está golpeando Oriente próximo. Una fase que está generando una cada vez mayor inestabilidad internacional. La agresión a Irak – continua explicando Dinucci – fue la primera vez en la que la República Italiana participó en una guerra guiada por la potencia norteamericana, violando así el artículo 11 de su propia Constitución, que declara el repudio a la guerra “como instrumento de ataque a la libertad de los otros pueblos y como medio de solución de las controversias internacionales”.

Las fuerzas sociales de la izquierda italiana han denunciado cómo -tras estos veinticinco años de operaciones e invasiones “realizadas en lugares lejanos de las metrópolis europeas y occidentales”- los acontecimientos bélicos se están convirtiendo también en un asunto de interior para los Estados europeos. Tras los ataques terroristas de Paris del último año, a la guerra provocada en el exterior se le está añadiendo una guerra social interna, animada por la islamofobia y por la voluntad de reprimir cualquier manifestación de disenso en nombre del Estado de emergencia. Colectivos feministas han puesto el énfasis en la necesidad de rechazar, por un lado, el uso instrumental de las “mujeres” para generar aversión al Islam en las sociedades europeas.

Y, por el otro, de desenmascarar la “absurda legitimación” de las intervenciones bélicas mediante la retórica de los derechos humanos y civiles de las mujeres violados en los países árabes. Evidenciando, al contrario, que la violencia contra las mujeres lamentablemente es un problema de todas las sociedades, “no tiene raza” y de ninguna manera puede ser fuente de justificación para las posturas racistas que apoyan las guerras internacionales.

Junto con la plataforma social Eurostop (entre los promotores de la iniciativa), diferentes personalidades de la cultura y de la política subrayan la naturaleza profundamente beligerante de la OTAN y la arquitectura antidemocrática de la Unión Europea. También, el alcalde de la ciudad de Nápoles, en el sur del país, Luigi De Magistris se ha adherido a la jornada No War. “Una parte de Occidente nunca ha dejado de tener una postura colonialista hacía los pueblos de Oriente próximo”, ha declarado el político en una nota de prensa a los medios. Más que una manifestación de protesta, las organizaciones sociales han definido la jornada como el primer paso de una movilización política y cultural, para evidenciar la relación directa entre las políticas de guerra en el exterior y las medidas cada día más represoras en el interior de Europa. El punto de inicio de una movilización inclusiva y popular contra el sistema de guerra permanente, en todas sus expresiones.

En el contexto de crisis social y económica que viven las sociedades europeas, los movimientos populares de Italia piden un cambio político radical. Contra la expansión social del racismo y de la xenofobia –afirman- se necesita un proyecto político que trasforme la democracia fósil de las sociedades europeas. Un proyecto que sepa imaginar y construir un modelo de sociedad diferente, con la participación protagónica de los migrantes. De quien, a menudo, escapa de escenarios de muerte y destrucción para llegar a una Europa cada día más injusta y desigual.

"En Tiempos de Guarimba"

Conoce a quienes te quieren dirigir

La Covacha Roja

Donde encontramos ideas avanzadas

Pensamiento Nuestro Americano

Articulando Luchas, Cultivando Resistencias

RE-EVOLUCIÓN

Combatiendo al neofascismo internacional

Comitè Antiimperialista

Contra les agressions imperialistes i amb la lluita dels pobles per la seva sobirania

SLAVYANGRAD.es

Nuestra ira no tiene limites. (c) V. M. Molotov

Auca en Cayo Hueso

Just another WordPress.com site

Gli Appunti del Paz83

Internet non accende le rivoluzioni, ma aiuta a vincerle - Il Blog di Matteo Castellani Tarabini

Sociología crítica

Articulos y textos para debate y análisis de la realidad social

Hugo Chavez Front - Canada

Get to know what's really going on in Venezuela

Revista Nuestra América

Análisis, política y cultura

Avanzada Popular

Colectivo Avanzada Popular

Leonardo Boff

O site recolhe os artigos que escrevo semanalmente e de alguns outros que considero notáveis.Os temas são ética,ecologia,política e espiritualidade.

Vientos del Este

Actualidad, cultura, historia y curiosidades sobre Europa del Este

My Blog

Just another WordPress.com site

Festival delle idee politiche

Rassegna annuale di teorie politiche e pratiche della partecipazione civile

Far di Conto

Piccoli numeri e liberi pensieri

Miradas desde Nuestra América

Otro Mundo es Posible, Necesario, Urgente. Desde la provincia chilena

Como te iba contando

Bla bla bla bla...

Coordinadora Simón Bolívar

¡Bolívar vive la lucha sigue!

LaDu

Laboratorio di Degustazione Urbana

il Blog di Daniele Barbieri & altr*

"Per conquistare un futuro bisogna prima sognarlo" (Marge Piercy)

KFA Italia - notizie e attività

notizie dalla Corea Popolare e dalla Korean Friendship Association

KFA Euskal Herria

Korearekiko Laguntasun Elkartea | Korean Friendship Association

ULTIMOTEATRO.PRODUZIONIINCIVILI

Nuova Drammaturgia del Contemporaneo

Sociales en PDF

Libro de sociales en formato digital.

matricola7047

Notes de lectura i altres informacions del seminari sobre el Quaderns de la Presó d'Antonio Gramsci ( Associació Cultural Espai Marx)

Centro Cultural Tina Modotti Caracas

Promoción de la cultura y arte Hispanoamericana e Italiana. Enseñanza y educaciòn.

Racconti di quasi amore

a costo di apparire ridicolo

Ex UAGDC

Documentazioni "Un altro genere di comunicazione"

Esercizi spirituali per signorine

per un'educazione di sani principi e insane fini

JoséPulido

La página del escritor venezolano

Donne in rosso

foglio dell'ADoC (Assemblea delle donne comuniste)

Conferenza Mondiale delle Donne - Caracas 2011

Just another WordPress.com site

críticaypunto

expresamos la verdad

NapoliNoWar

(sito momentaneamente inattivo)

%d blogger hanno fatto clic su Mi Piace per questo: