48 bases militares dos EUA na Itália para guerrear na África e no Oriente Médio

https://i1.wp.com/www.ilpiave.it/imgart/171207/aviano.jpgEscrito por Achille Lollo para Correio da Cidadania – São Paulo/Brasil, aos 11/23/2013

Durante a guerra fria os generais do Pentágono acreditavam que a Alemanha e a Itália eram as regiões geoestratégicas mais importantes da Europa e do Mar Mediterrâneo à causa de suas características geográficas, políticas e econômicas. Por isso, até 1990, os EUA aquartelaram na Alemanha 200.000 fuzileiros e 50.000 “especialistas”, isto é: pilotos, técnicos de radares, de telecomunicações e, sobretudo, as unidades operativas dos grupos especiais. Após a reunificação alemã, somente os “especialistas” permaneceram na Alemanha.

Na Itália, o contingente de militares estadunidenses permaneceu intacto até 1990, com seus 13.000 “especialistas”. Depois, houve um aumento gradual até 2001, quando 20.000 “especialistas” operavam nas 48 bases militares (da USArmy, USAF, USNavy e da OTAN), nas 40 estações radar e centros de telecomunicações (USAF e NSA) e nos 15 depósitos e polígonos que o Pentágono obteve do governo italiano graças aos acordos bilaterais ou no âmbito da OTAN. Uma maquina bélica que, em 1999, jogou um papel fundamental na “guerra humanitária nos Bálcãs” (Bósnia, Croácia, Macedônia, Sérvia e Kossovo) para a completa desestabilização da Federação Iugoslava. É suficiente lembrar que as duas esquadrilhas de F-16 do 31º Esquadrão de Caça da USAir Force (31st Fighter Wing), em apenas 78 dias realizaram 9.000 missões de combates e bombardeios nos céus da Iugoslávia a partir da base italiana de Aviano!

Depois, em 2011, o sistema logístico e operacional criado pelo Pentágono na Itália teve uma importância decisiva na destruição do exército de Gheddafi, pois sem o suporte do referido sistema – em particular das bases de Aviano, de Pisa (Camp Darby), de Vicenza (Camp Ederle) e de Sigonella na Sicília – a aviação francesa e a britânica e os navios lança-foguetes da VIª frota estadunidenses nunca teriam conseguido bombardear sem interrupção, durante 29 dias, as cidades onde se havia entrincheirado o exército de Gheddafi.

De fato, a Casa Branca antes de criar as conjeturas diplomáticas e políticas para derrubar o governo dos Talebani no Afeganistão, para destruir fisicamente o Iraque de Saddam, para manter em estado de assédio o Irã, a Síria e o Líbano e, depois, em 2001, acabar com o regime de Gheddafi, precisava exercer o controle total no Mar Mediterrâneo e, portanto, ter a absoluta certeza de que as múltiplas operações militares não teriam comprometido a regular exportação do petróleo e do gás dos países árabes para o Ocidente.

Foi nesse contexto que a partir de 1990, todos os presidentes dos EUA aprovaram as opções geoestratégicas do Pentágono, segundo as quais a capacidade operacional do exército estadunidense em controlar o Mar Mediterrâneo passava, inevitavelmente, pela multiplicação das características operacionais das 48 bases militares italianas, pela capacidade logística dos 15 depósitos de armas e, sobretudo, pela qualidade da “espionagem” tecnológica das 40 estações radares e centros de telecomunicação, criados na Itália.

Um objetivo estratégico a quem o Congresso, desde 1992, destinou dotações orçamentárias que, em 2011, totalizaram um valor de 3 bilhões e 820 milhões de dólares. Infelizmente permanecem secretados os “investimentos ocultos ”que o Pentágono recebeu da Casa Branca para equipar as 48 bases militares italianas com “branches” para os serviços de inteligência (CIA, NSA, USArmy), departamentos logísticos para as operações secretas, comandos móveis para as missões especiais e centrais de espionagem eletrônico urbano.

Foi nesse âmbito que, em 1991, o Congresso atribuiu uma verba especial ao orçamento do Pentágono de 300 milhões de dólares, para ampliar, em Nápoles, (centro-sul da Itália) o Comando do Security Force dos Marines, o Comando da USAF (Força Aérea) para o Mediterrâneo e construir uma base para os submarinos da USNavy, inclusive com cais para os submarinos armados de foguetes com ogiva nuclear. A seguir, em 1996, foram investidos mais 400 milhões de dólares para alugar, por 30 anos, vários territórios na província de Nápoles (Capodichino e Bagnoli), onde foi construída uma base aeronaval para a USAF e um porto militar logístico, capaz de movimentar anualmente 5.000 contentores da USArmy. Além disso, em Bagnoli a USNavy construiu o principal centro de coordenação das atividades de telecomunicação para o controle do Mar Mediterrâneo.
Também no nordeste italiano – à 500 km da fronteira com a Iugoslávia – o Pentágono investiu pesado destinando, em 1992, 305 milhões de dólares para a modernização da base aérea de Aviano.

Depois, em 2004, mais de 115 milhões foram investidos para permitir a aterrissagem nesta base aérea dos bombardeiros estratégicos armados com bombas nucleares, os grandes aviões-radar, os caças-interceptadores, além de transferir das bases aéreas da Alemanha grande parte das esquadrilhas de caças-bombardeiros de F-15 e F-16. Foram também construídos silos subterrâneos para 40 dos noventa foguetes nucleares que os EUA estacionaram (ainda hoje) na Itália desde o início da “Guerra Fria”.

Mas, foi a dramática evolução das crises políticas no Oriente Médio e a perspectiva de dever patrulhar ostensivamente os céus e os mares da África do Norte, que obrigou o Pentágono a gastar mais dois bilhões de dólares na construção da maior base logística do Mar Mediterrâneo, chamada de “Camp Darby” e localizada entre Pisa e o porto de Livorno (região Toscana, no centro da Itália). Uma base que o Setaf, administra fora da jurisdição italiana, com 1.400 “especialistas’ do 31st Munitions Squadron, estocando nos 125 depósitos subterrâneos uma reserva estratégica de armas e munições, capaz de municionar todas as unidades do exército e da força aérea dos EUA que operam na região mediterrânea durante seis meses de conflito. Além disso, em Coltano, foi instalada a maior central européia de “espionagem eletrônico”, onde os técnicos da NSA podem copiar todas as telecomunicações captadas na região mediterrânea.

Em Vicenza (região do Veneto, na Itália do Norte) o Pentágono criou outra grande base aérea, denominada “Camp Ederle” onde operam 2.000 “especialistas”. Nessa base foi instalado o Comando da Setaf da USArmy para dirigir as unidade estadunidense aquarteladas na Itália, na Grécia e na Turquia. A seguir, também a OTAN escolheu “Camp Ederle” para fixar seu Comando Geral Operativo. Em 2008, “Camp Ederle”, apesar dos protestos da população de Vicenza, foi novamente ampliado para permitir à Quinta Força Aérea Tática da USAF de manusear os bombardeiros armados com bombas nucleares além de estocar nos depósitos subterrâneos da base mais 40 ogivas nucleares.

Entretanto, a presencia militar dos EUA na Itália aumentou sensivelmente a partir de 2001, quando George W. Bush decidiu promover o conflito contra os “estados canalhas” (produtores de gás e petróleo) e, assim, legitimar no Ocidente o alcance de uma nova geopolítica energética. Foi dentro dessa lógica que o Departamento de Defesa da Casa Branca e os generais do Pentágono argumentaram que antes de mover qualquer tipo de ação militar contra o Iraque de Saddam Hussein era necessário criar no Mar Mediterrâneo uma poderosa base aéreo-naval capaz de monitorar, em todos os sentidos, as operações no Oriente Médio e na África do Norte.

Por isso, o Congresso aprovou o investimento de 300 milhões de dólares para transformar a base italiana de Sigonella (na ilha da Sicilia) em “Sigonella Naval-Air Station”, evidentemente desligada de qualquer tipo de jurisdição territorial com a Itália. Em 2002, essa base começou a ser usada para dirigir o aviões sem pilotos (drones) Global Hawk. A seguir, em 2003, vieram os aviões P-3 para realizar a espionagem eletrônica em altura atmosférica com seus scanners de altíssima resolução óptica. Depois, em 2008, o governo Berlusconi assinou com o chefe da AFRICOM, general Willian E. Ward, um “acordo secreto” que permitiu à USAF de instalar na base de Sigonella o comando operacional de todos os drones estadunidenses que deviam operar no Mar Mediterrâneo, na África no Norte, no Oriente Médio e no Afeganistão. Enfim, em 2009 o Comando da AFRICOM inaugurava em Sigonella a “escola de anti-terrorismo” para os militares e policiais de Botsuana, Gibuti, Burundi, Uganda, Tanzânia, Quênia, Tunísia e Senegal.

Sempre em 2008 numa apresentação na Universidade Nacional de Defesa, o segundo comandante do AFRICOM, o Vice Almirante Robert Moeller, declarava que “…a África tem uma importância geoestratégica cada vez maior para os Estados Unidos e o petróleo é um fator chave, porém o principal desafio para os interesses estratégicos norte-americanos na região é reduzir a crescente influência da China na África”.

Uma declaração que sintetizava as conjeturas políticas e estratégicas que os colaboradores de Obama estavam criando para poder derrubar o regime de Gheddafi.

Hoje, a base de Sigonella está novamente de alerta geral à causa da crise política que explodiu na Líbia entre as “milícias jihdaistas” – antigos aliados dos EUA no derrube de Gheddafi – e os “países amigos” da OTAN. De fato, em menos de um ano as milícias atacaram o consulado dos EUA em Bengase, aos 11 setembro de 20012, matando o embaixador, Chris Stevens; depois atacaram em Trípoli as embaixadas da França e da Itália. Mais recentemente seqüestraram o primeiro ministro, Ali Zeidan, para depois sabotar gravemente o terminal petrolífero de Mesurada onde operavam os técnicos italianos da ENI.

Um caos político e institucional agravado pela queda na produção petrolífera, que, durante o governo de Gheddafi tocava os quatro milhões de barris por dia, enquanto, hoje, nem chega aos 150.000. Um bom motivo para os EUA começar novamente a planejar nas 40 bases aéreo-navais que tem na Itália outra “…guerra humanitária para livrar a Líbia dos terroristas de Al Qaeda!”.

Achille Lollo é jornalista italiano, correspondente do Brasil de Fato na Itália e editor do programa TV “Quadrante Informativo” e colunista do “Correio da Cidadania”

Solidarietà con Bahar Kimiyongur

Da oltre un decennio Bahar Kimiyongur è impegnato, dal Belgio, nel denunciare i crimini del regime turco, un regime particolarmente reazionario, dove i prigionieri politici comunisti sono costretti a scioperi della fame: spesso sono stati condotti fino alla morte. Il regime turco è responsabile tra i peggiori crimini contro l’umanità, e in quanto tali sono sistematicamente ignorati dai media imperialisti, tanto negli USA quanto nell’UE. In solidarietà con un compagno, di cui abbiamo pubblicato sul nostro blog relativamente alla questione siriana, che abbiamo avuto l’onore di conoscere e di apprezzarne l’acuta intelligenza e verace umanità, pubblichiamo qui di seguito una significativa lettera a lui indirizzata. 

Bahar Kimiyongur è stato arrestato per l’ennesima volta ieri a Bergamo. Ogni volta che esce dal Belgio per denunciare i crimini dello Stato turco e la sua politica antipopolare e guerrafondaia non sa se riuscirà a tornare a casa dai sui compagni e dalla sua famiglia: negli anni scorsi è già stato arrestato in Spagna e in Olanda. Noi ci uniamo a tutti quelli che lottano oggi perché venga rimesso immediatamente in libertà, e gli esprimiamo la nostra piena solidarietà, ma vogliamo dirgli anche altro.

Caro compagno,

noi ci siamo conosciuti in una occasione importante, quando abbiamo organizzato il Simposio contro la tortura e l’isolamento a Firenze nel dicembre del 2003. Il Simposio è stato un successo enorme, comparato con le poche forze che avevamo a disposizione: le iniziative si sono svolte alla Regione Toscana e a Palazzo Vecchio nel Salone dei Duecento, cioè nei centri di governo della Regione Toscana e della città di Firenze, e la partecipazione è stata ampia e qualificata a livello nazionale e internazionale (vedi Allegato 1: lo riporto integralmente perché c’è un elenco di nomi di soggetti che sono stati allora coinvolti e che oggi possono e anzi sono tenuti a mobilitarsi per la tua liberazione).

La lezione che abbiamo tratto da quell’esperienza è preziosa: la solidarietà contro la repressione, e in quel caso la solidarietà contro la repressione dello Stato turco, va sviluppata in grande, obbligando le istituzioni, che si riempiono la bocca di diritti umani quando fa loro comodo, a mettere a nostra disposizione quelle risorse che sono nostre, nel senso che sono le masse popolari con il loro lavoro a mantenere in piedi le istituzioni che, in cambio, dovrebbero garantire l’unità sociale operando in modo giusto e intelligente, perché per questo i loro uomini sono pagati. Questo abbiamo deciso di fare in quella occasione, in contrasto con la tendenza a fare iniziative di nicchia, tra “addetti ai lavori”, cioè tra organismi e compagni che non c’è bisogno di convincere perché sono già convinti, tra di noi, tra le “solite facce”. Il grande successo dell’iniziativa testimoniò che quello scelto era il modo giusto.

Abbiamo poi fatto cose importanti con i tuoi compagni belgi di Clea, (un tour nazionale, e anche in quel caso la polizia pensò bene di fermarci, a Genova) e tante volte siamo stati sollecitati da voi ad organizzare nuovi Simposi internazionali e a partecipare a quelli che avete organizzato ad Atene, a Parigi, a Istanbul. Noi vi abbiamo spiegato che gli organismi di cui siamo parte, quelli della carovana del (nuovo)Partito comunista italiano, che comprendono il Partito dei CARC e l’Associazione Solidarietà Proletaria, si stanno sempre più impegnando con tutte le loro risorse ed energie per portare il maggiore aiuto ai rivoluzionari degli altri paesi, cioè a fare la rivoluzione nel nostro paese. Noi siamo impegnati nella costruzione della rivoluzione qui in Italia, per fare dell’Italia un nuovo paese socialista, cioè un paese dove le masse popolari organizzate hanno il potere statale e dove la produzione dei beni e dei servizi è affidata ad aziende pubbliche che hanno la funzione di soddisfare i bisogni della popolazione in condizioni di sicurezza per i lavoratori e la popolazione e di salvaguardia e miglioramento dell’ambiente e lavorano secondo un piano economico nazionale via via sempre più coordinato a livello internazionale, pubblicamente discusso e approvato. Un passaggio per realizzare questo obiettivo oggi è che si costituisca un governo di emergenza, un Governo di Blocco Popolare in grado di soddisfare gli interessi immediati delle masse popolari colpite dalla crisi in modo sempre più duro.

Tutto questo cosa ha a che fare con la tua vicenda, e con il tuo arresto di ieri? Questo: oltre alle dichiarazioni di solidarietà e all’impegno immediato noi dobbiamo e vogliamo che nel nostro paese si istituisca, da subito, un governo che non solo accolga un rivoluzionario come te con gli onori che ti sono dovuti, ma che ti chiami, ti inviti nel nostro paese a portare la tua esperienza per rafforzare i legami tra le masse popolari del nostro paese e quelle della Turchia, che tu rappresenti, che tu possa parlare nei posti più prestigiosi, e nei canali di informazione nazionali, nella stampa, nella televisione.

Questo, a dieci anni dal primo nostro incontro, è una evoluzione di quanto allora abbiamo appreso. Non si tratta nemmeno più di andare dalle istituzioni che governano il nostro paese per pretendere che facciano il loro dovere: dieci anni sono passati, e oggi quelle istituzioni sono a uno stadio di putrefazione tanto avanzato da riuscire a malapena a stare in piedi. Oggi si tratta di togliere il governo a quei partiti e a chi sta loro dietro, a quelli che stanno mandando in rovina il paese e che sono precisi ed efficienti solo nella rapina delle masse popolari e nella repressione dei rivoluzionari italiani ed esteri, pronti ad attenderti appena cali dall’aereo. Le forze e i singoli che si dichiarano a favore della democrazia, e che sono in prima linea nel sostenere anche la tua causa, si assumano responsabilità di governo.

La campagna per la tua liberazione sia quindi anche campagna per il governo di un paese dove tu e tutti i compagni di tutti gli organismi rivoluzionari del tuo paese e di ogni altro paese siate accolti con tutti gli onori, per un governo che porti sostegno economico e politico alla lotta di liberazione del tuo popolo e di tutti i popoli del mondo. Questo è il nostro augurio e il nostro impegno.

Accompagno ai saluti rivoluzionari da parte mia e del mio partito, come omaggio, l’immagine che feci per il manifesto dell’evento fiorentino di dicembre 2013, quella con gli Yorum che suonano sullo sfondo, con un nuova scritta.

Fino alla vittoria, sempre!

Paolo Babini

Partito dei CARC – Settore delle Relazioni Internazionali

Allegato 1 (Il programma del simposio del 2003)

Firenze 19-20-21 dicembre 2003: contro la Tortura e l´Isolamento Carcerario

Simposio Internazionale contro la Tortura e l´Isolamento Carcerario
Con il patrocinio della Regione Toscana

Tel: 00 39.347.138.09.80
 isolation@post.com

I prigionieri politici in Turchia sono entrati in sciopero della fame contro il progetto delle nuove carceri di massima sicurezza, quelle con le celle di isolamento (F-Type), dal 20 ottobre del 2000. I prigionieri sapevano che una volta separati sarebbero stati ancora più esposti a tortura e maltrattamenti. Erano consapevoli che l´isolamento totale, definito anche… tortura bianca…, era anche un modo coercitivo di spersonalizzazione e di sottomissione. E’ ormai provato che sia nei Paesi Europei, sia negli Stati Uniti dove da molti anni esistono le celle d’isolamento, che questo causa gravi problemi psicofisici. Il 19 dicembre 2000, due mesi dopo l’inizio dello sciopero della fame i militari turchi intervennero con un assalto a 20 prigioni per deportare i detenuti nelle nuove carceri F-Type. L’operazione, che causò la morte di 28 prigionieri e circa mille feriti e ustionati, fu cinicamente definita dalle autorità turche… ritorno alla vita… Dopo circa 1200 giorni di Death fast (sciopero della fame fino alla morte) sono decedute 107 persone e oltre 500, a causa dell’alimentazione forzata, hanno contratto la sindrome di Wernicke-Korsakoff (i sintomi principali sono: atassia, amnesia). 
La Piattaforma Internazionale di Lotta contro l´Isolamento – che è nata nel 2002 – ha stabilito dal 19-21 dicembre giornate internazionali di sensibilizzazione contro la tortura dell´isolamento carcerario. In questi tre giorni si svolgerà  a Firenze un Incontro internazionale con avvocati, medici, ex prigionieri e familiari di detenuti, rappresentanti politici, intellettuali, giornalisti.


Venerdi 19 dicembre

Salone de´ Dugento – Palazzo Vecchio – piazza Signoria


ore 10 Saluto del Presidente del Consiglio Regionale Toscano, 
Riccardo Nencini

Interventi dei rappresentanti istituzionali di Provincia e Comune

10.30-13.00 Interventi di ex-prigionieri politici sulle condizioni in carcere e sui diversi modi di resistenza alla repressione

Sadi Ozpolat – Presidente Ass.ne per i diritti e le libertà fondamentali (Turchia) 
Christofer Kelley – I.P.S.C. (Irlanda)
 Un rappresentante del Fronte Polisario (Sahara Occidentale) 
Yon Elorza – Pro Amnistia (Paesi Baschi)

11.30 – Conferenza stampa

13.00-14.00 Pausa pranzo

14.00-16.00 Testimonianze (associazioni, familiari e persone sensibili alla questione prigionieri)

Tekin Tangun – Presidente dell’Ass. dei prigionieri e dei familiari Tayad (Turchia) 
Ahmet Kulaksiz – Padre di due ragazze decedute nel 2001 nella Death 
fast a Istanbul
 – Yildiz Ercan – ex-guardia, testimone della strage del dicembre 2000 nel carcere di Bayrampasa
 Mohamed Safa – Presidente del Centro di Riabilitazione delle vittime della tortura nel Campo Al-Khiam (Libano)
 Haidi Giuliani – Madre di Carlo 
Elvira Penna – Addetta stampa all’Ambasciata di Cuba a Roma
 Madri di Plaza de Mayo (Argentina)

16.15-18.15 Solidarietà Internazionale con i prigionieri politici della Death Fast

Cezmi Ersoz – Scrittore (Turchia)
 Bilgesu Erenus – Cantatrice (Turchia) 
Mammad Suleymanov – Giornalista Azerbaijan
 Grazia Cecioni – Giornalista (Italia) 
Rappresentanti dei sindacati PAME e OLME (Grecia)

20.00 Cena alla Casa del Popolo Ponte a Greve via Pisana 809 (Bus n.26)

21.30 Film documentario “La morte silenziosa” Huseyin Karabey e letture di poesie di Nazim Hikmet

20 dicembre Auditorium Consiglio Regionale – via Cavour, 4


Sabato 20 dicembre

9.00-11.00 Aspetti medici e psicologici relativi 
alla detenzione, alla pratica dello sciopero della fame
e alle conseguenze dell’alimentazione forzata

Dott. Gianfranco De Maio, Neurologo – Italia
 Dott.ssa Antonella Sapio – Università di FirenzeDott. Paola Cecchi – Psicopedagogista
 Gina de Angeli, Infermiera, Massa

11.00-13.00 Aspetti giuridici dell´isolamento carcerario

Vainer Burani – Avvocato (Italia) 
Vesile Yucel – Avvocata (Germania)
 Julen Arzuaga – Osservatorio dei diritti umani, Behatokia (Paesi Baschi)
 Murat Demir – Avvocato (Germania) 
Giovanna Lombardi – Avvocata (Italia)
 Ibrahim Mahajna – Human Rights (Palestina)

13.00-14.00 Pausa pranzo

14.00-19.00 Interventi:

International Forum (Danimarca), Unione 18 ottobre (Germania), Marcella Delle Donne (Università la Sapienza), Arab-Palestine Club (Austria), Marian Price (IRPWA, Irlanda), Tayad Komite (Amburgo), Associazione dei rifugiati politici iraniani (Germania), Rote Hilfe (Germania), Comitato Free the Five (Germania), Silvia Petrini (Altro Diritto), Peter Novak giornalista (Germania), Initiativ E.V. (Germania), Laboratorio Marxista, DHKC International, Assemblea Nazionale Anticapitalista, Fausto Schiavetto (Soccorso Popolare), Nino Moscato (Comitato Antimperialista Antifascista “Spartaco Lavagnini”), Giulio Gori (rivista DEA), Collettivo Antinebbia Valdarno, CARC, ASP, “nuova unità ” (rivista di politica e cultura comunista), Linearossa, Comitato contro la repressione di Viareggio e Versilia, Alessandro Leoni (PRC), Lorenzo Marzullo Commissione per la Pace (Comune di Firenze), AFAPP (Spagna), AMDH (Marocco), WILPF, IRSP (Irlanda), Orsola Casagrande (Il Manifesto), Annahj Addimocrati (Marocco), Campo Antimperialista.

20.30 Cena al CPA, via di Villamagna 27/A (Bus 23,33, 8, 71)


Domenica 21 dicembre

Casa del Popolo Grassina, Bagno a Ripoli
 Piazza Umberto I, 14 (Bus n.31,32)

Giornata di Solidarietà con la Tayad
 A cura del Comitato Antimperialista Antifascista “Spartaco Lavagnini”

15.30 – Mostra fotografica e lettura di poesie di Nazim Hikmet
16.30 – Film “Il Muro”, di Yilmaz Guney
18.00 – Film “L´Assedio”, di Idil Yapim
 18.30 – Concerto di Strada del Gruppo “I Fiati Sprecati”
 20.00 – Cena di Finanziamento
21.30 Concerto con: Pol MacAdaim – Political Irish Folk Singer
 Gruppo Yorum (Turchia) 
I Briganti (Italia)

"En Tiempos de Guarimba"

Conoce a quienes te quieren dirigir

La Covacha Roja

Donde encontramos ideas avanzadas

Pensamiento Nuestro Americano

Articulando Luchas, Cultivando Resistencias

RE-EVOLUCIÓN

Combatiendo al neofascismo internacional

Comitè Antiimperialista

Contra les agressions imperialistes i amb la lluita dels pobles per la seva sobirania

SLAVYANGRAD.es

Nuestra ira no tiene limites. (c) V. M. Molotov

Auca en Cayo Hueso

Just another WordPress.com site

Gli Appunti del Paz83

Internet non accende le rivoluzioni, ma aiuta a vincerle - Il Blog di Matteo Castellani Tarabini

Sociología crítica

Articulos y textos para debate y análisis de la realidad social

Hugo Chavez Front - Canada

Get to know what's really going on in Venezuela

Revista Nuestra América

Análisis, política y cultura

Avanzada Popular

Colectivo Avanzada Popular

Leonardo Boff

O site recolhe os artigos que escrevo semanalmente e de alguns outros que considero notáveis.Os temas são ética,ecologia,política e espiritualidade.

Vientos del Este

Actualidad, cultura, historia y curiosidades sobre Europa del Este

My Blog

Just another WordPress.com site

Festival delle idee politiche

Rassegna annuale di teorie politiche e pratiche della partecipazione civile

Far di Conto

Piccoli numeri e liberi pensieri

Miradas desde Nuestra América

Otro Mundo es Posible, Necesario, Urgente. Desde la provincia chilena

Como te iba contando

Bla bla bla bla...

Coordinadora Simón Bolívar

¡Bolívar vive la lucha sigue!

LaDu

Laboratorio di Degustazione Urbana

il Blog di Daniele Barbieri & altr*

"Per conquistare un futuro bisogna prima sognarlo" (Marge Piercy)

KFA Italia - notizie e attività

notizie dalla Corea Popolare e dalla Korean Friendship Association

KFA Euskal Herria

Korearekiko Laguntasun Elkartea | Korean Friendship Association

ULTIMOTEATRO.PRODUZIONIINCIVILI

Nuova Drammaturgia del Contemporaneo

Sociales en PDF

Libro de sociales en formato digital.

matricola7047

Notes de lectura i altres informacions del seminari sobre el Quaderns de la Presó d'Antonio Gramsci ( Associació Cultural Espai Marx)

Centro Cultural Tina Modotti Caracas

Promoción de la cultura y arte Hispanoamericana e Italiana. Enseñanza y educaciòn.

Racconti di quasi amore

a costo di apparire ridicolo

Ex UAGDC

Documentazioni "Un altro genere di comunicazione"

Esercizi spirituali per signorine

per un'educazione di sani principi e insane fini

JoséPulido

La página del escritor venezolano

Donne in rosso

foglio dell'ADoC (Assemblea delle donne comuniste)

Conferenza Mondiale delle Donne - Caracas 2011

Just another WordPress.com site

críticaypunto

expresamos la verdad

NapoliNoWar

(sito momentaneamente inattivo)

%d blogger hanno fatto clic su Mi Piace per questo: